Indecisão. Muitos se remoem por causa disso, e a resposta é bem
simples. O que acontece é que, quando vivemos e experimentamos os sentimentos
negativos da vida, quando sentimos a alegria virar tristeza – cuja queda é maior
do que simplesmente uma tristeza de repente –, percebemos que estamos sujeitos
a esse tipo de emoção a qualquer instante.
O que menos queremos é perder o que tanto queremos.
Em segundo lugar vem não ter o que tanto queremos. Em terceiro lugar vem ter o
que não queremos. Portanto, o grande problema está no primeiro caso, isto é:
afastar pessoas que amamos, por exemplo. E como esse sentimento é muito ruim,
com a vivência criamos um mecanismo de defesa – muito idiota, por sinal – que é
“não saber se queremos ou não permanecer ao lado da pessoa”.
Esse mecanismo é idiota: quando você não quer algo,
você tem certeza de que não quer algo. Se você está em dúvida se quer ou não
quer, você oscila entre duas opções: “eu quero” e “eu não quero”. Se você está
indeciso entre as duas opções, é porque, provavelmente, a princípio, as duas
podem ser verdadeiras. Porém, a opção “eu não quero” não é verdadeira, pois se
você não quisesse o problema estaria resolvido. Ninguém quer o que não quer,
ninguém fica em duvida quando algo só lhe provoca o mal. Logo, sobra a opção
“eu quero”.
Ou seja, em suma, se você está indeciso acerca de
estar ao lado de uma pessoa, é porque você quer sim estar ao lado desta pessoa.
O que acontece é que você tem medo de sofrer por atitudes desta pessoa – pois o
que mais tememos é tudo aquilo que não está sob nosso controle, nesse caso, as
atitudes e os desejos da outra pessoa –, acarretando no disparo do mecanismo de
defesa idiota.
Resumindo o resumo: se você está confuso, você quer
sim.
Como resolver esse impasse? Acredito que a
palavra-chave é “confiança”. A falta de confiança é a causa de vários
problemas. O restante deles é causado pela falta de consideração, de respeito
(por parte de quem traiu a confiança do outro).
Precisamos de mais confiança e menos desavença.
Mais conversa e menos ignorância.
5 comentários:
"Se você não tem certeza do que sente, não arraste a outra pessoa ao seu inferno." e "Resumindo o resumo: se você está confuso, você quer sim." são dois trechos de textos seus aqui do blog, e que me pareceram um tanto contraditórios, gostaria de saber o que você acha.
Realmente, na primeira parte eu me expressei mal. O que eu quis dizer sobre "ter certeza do que sente" são das pessoas que começam relacionamentos só pra "ver no que vai dar", no caso ela não sente nada pela outra pessoa, é apenas uma pessoa aleatória que surgiu.
No segundo caso são aquelas pessoas que, já tendo se relacionado, ficam em dúvida se gostam ou não da pessoa. Ao mesmo tempo em que não conseguem largar a pessoa, não pensam em continuar por outros motivos (insegurança, comentários negativos dos outros, etc).
Alterei o trecho do post "responsabilidade". Se ainda estiver contraditório, me avise, pois estes dois textos foram escritos em tempos diferentes hahahaha. O post "interminável como um pêndulo" é muito mais antigo, só estava arquivado no meu computador.
Obrigado pela observação.
Sim, agora está mais condizente. Aliás, parabéns pelos textos. :)
Obrigado :)
Qualquer outra contradição que você encontre, eu agradeceria se avisasse, porque não é tão simples transmitir a informação sem ambiguidades e é normal de a gente (eu, pelo menos) se contradizer um pouco ahahhahah depende do momento.
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