A maioria age de maneira infantil. Criam vínculos amorosos/afetivos
com as pessoas – se relacionam a estas – e descartam-na após um tempo, quando
deixam de ser convenientes – quando deixam de agir e reagir de acordo com o
esperado. O ser humano tratado como objeto de prazer. Muitos esquecem que
estamos sujeitos a nos apegar aos outros por inúmeros motivos. O coração
direciona, mas é a razão que conduz. Haja como um ser pensante, e não como um
completo ignorante, pois dependemos uns dos outros.
A partir do momento que você se
relaciona com alguém, seja brevemente ou em longo prazo, você é responsável,
até certo ponto (dependendo da natureza da interação), pelo que esta pessoa irá
sentir em relação a você, à sua índole, no futuro. O seu comportamento quando com
esta pessoa, verdadeiro ou encenado, é evidência para discussões (discussões,
não brigas) quando desentendimentos surgirem. Vários veem como solução deste
problema ignorar e/ou espezinhar os sentimentos da pessoa “irritante”, um
problema que você mesmo arranjou e tinha plena consciência da possibilidade de
um cenário deste desde o primeiro cumprimento trocado. Esta resposta é infantil
e egoísta, e não traz resultados positivos para nenhum dos envolvidos. Esta
atitude só gera mais preocupações, e preocupações são as coisas mais idiotas do
mundo: se ocupar pensando em algo obsessivamente, não contribuindo para a
ultrapassagem do obstáculo.
A resposta mais adequada e
adulta é esclarecer todas as dúvidas, as impossibilidades, as possibilidades e
os sentimentos envolvidos na relação interpessoal. Esta é definida como
qualquer ação ou tentativa de um indivíduo interagir com o outro (conversar, “pegar”,
“ficar”, etc). Estamos sujeitos a conflitos de ideais e desejos e também
expostos a emoções. A melhor maneira de resolver problemas de relacionamentos
humanos NÃO É ignorando, se aproveitando e rebaixando o outro. Se você é um
adulto responsável, você deverá resolver os impasses conversando com calma para
buscar uma solução, enquanto faz ao menos o mínimo para suportar esta pessoa.
Se você é um adulto responsável, assuma as consequências.
Ignorar um problema não é
resolvê-lo. Para toda ação há uma reação. É clichê afirmar isto: conflitos
geram mais conflitos, ódio gera mais ódio – são auto-catalíticos. Todavia,
clichês recebem essa denominação por um bom motivo: são reais.
Se você não tem sente nada suficientemente profundo pela outra pessoa (ainda, ao menos), não a arraste ao seu inferno. Não aposte com sentimentos. Somos
todos instáveis, somos humanos, e não há nenhuma vergonha ou indignidade em
exercer o que somos. Trate as pessoas como seres vivos, e não como objetos de
entretenimento.
Lembre-se: para tudo há
consequências. Viver indiferente aos eventos é viver indiferente à vida.
Ninguém disse que é fácil.
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