quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Viva o futebol!

O país só tem chances de ser de primeiro mundo se as pessoas que moram dentro dele são patriotas. Ou seja, se as pessoas gostarem de viver no país e, principalmente, acreditarem que um país e uma nação tem potencial de crescer. Porém, para haver patriotismo, o governo tem que ser tal que as pessoas gostem de gostar do país. Não adianta vim falar para ser patriota no Brasil porque tem muita coisa ridícula e errada nessa joça. Gostar do Brasil é uma vergonha, do jeito que as coisas estão.
Sim, não sou patriota. "Giovanne, seu mal agradecido, então por que mora no Brasil se não gosta dele? Vá para os Estados Unidos então!". Dê-me dinheiro, então.
Inclusive, países de primeiro mundo não são adorados apenas pelos seus habitantes, mas também pelos habitantes de países subdesenvolvidos. Isso não é uma regra, obviamente, mas é algo muito comum.

Viva o futebol!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A linha tênue entre a gentileza e o respeito



Este texto não tem intenção de desrespeitar alguém. O único propósito disto é expor o meu modo de ver a sociedade, as relações humanas e a vida.
                A sociedade espera a gentileza – os bons costumes – das pessoas. Porém o próprio ato de esperar algo de alguém com base em um roteiro, um protocolo, um regulamento, uma compilação de procedimentos que caracterizam um bom cidadão, já é desrespeitoso por estar invadindo a privacidade da pessoa e negando a sua individualidade. Estes “regulamentos do bom cidadão” são chamados de “gentilezas”, e nele são inclusas as formalidades conhecidas como “palavrinhas mágicas”: por favor, obrigado, com licença, desculpa, disponha, bom dia, boa tarde, boa noite, até mais, etc.
                Há uma diferença entre respeito e gentileza. O respeito é indispensável, enquanto a gentileza somente fornece meios para facilitar a prática do respeito. A gentileza não existe sem o respeito, entretanto o respeito pode existir sem a gentileza. Dizer que a “gentileza” – entenda-a como um conjunto de regrinhas e palavras mágicas – não é estritamente necessária para se ter respeito parece um escândalo, mas não é.
O que é escândalo é que quase ninguém vê que se deixa ser invadido por um conjunto de costumes milenares que a sociedade tomou como sendo o correto, o único correto, como sendo o padrão do aceitável, como sendo o indispensável para se conviver com os demais seres humanos.
O grande escândalo é a sociedade não aceitar a sua individualidade, ou seja, quem você realmente é (os seus desejos, a sua filosofia e toda a sua personalidade) e cobrar de você procedimentos tomados como “boa educação” (gentilezas), que não passam de meras formalidades. Caso contrário, caso você não adote este padrão na sua vida, você será julgado como desrespeitoso, quando nem sempre é verdade.
Desrespeitoso é alguém que julga as pessoas, alguém que ofende as pessoas, alguém que xinga as pessoas, alguém que perturba a paz alheia. Desrespeitoso é alguém não aceitá-lo do jeito que você é e cobrar de você como viver a sua própria vida, doutriná-lo, aplicar dogmas para interpretar as suas ações. O desrespeito verdadeiro é por parte da sociedade que o julga de abominável somente por não ser igual aos demais seres humanos.
Depois disto tudo, repito: a “boa educação”, as “gentilezas”, que a sociedade espera de você não é estritamente necessária. Não é preciso ser do jeito que todos esperam que você seja para que você os respeite. Simplesmente, o respeito está em aceitar as pessoas e não incomodá-las com julgamentos, críticas destrutivas, reprimendas, entre outras maneiras de invadir a vida desta pessoa negativamente. Conviver em harmonia significa respeito, e você convive harmonicamente com todos, automaticamente, quando deixa de incomodá-los, simplesmente. Gentilezas são bônus dispensáveis, mas não prejudiciais.
Não dizer “obrigado” não quer dizer que a pessoa seja desrespeitosa. Possivelmente esta pessoa não se sente confortável em largar mão da sua individualidade de personalidade em troca de um conjunto de normas do “bom cidadão”. Talvez esta pessoa reserve as palavras mágicas para uma pessoa especial a ela, usando-as por livre e espontânea vontade como demonstração de afeição profunda. A pessoa tem o seu próprio modo de respeito, e este modo deve ser respeitado. A pessoa não quer seguir cegamente doutrinas impostas sobre ela, ela não quer ser coagida a agir de tal modo somente porque alguém teve a infelicidade de dizer que este modo de agir é o único aceitável na sociedade.
Não estou querendo me fazer de vítima, mas, com base nas pessoas que encontrei até hoje, através de fatos da minha vivência, eu ainda sou o único que eu conheço a pensar deste modo. Eu não acho esta visão incorreta, inclusive, acho que é um modo extremamente sensato, prático e confortável de viver. O que importa é você estar confortável consigo mesmo, contanto que não prejudique o conforto dos alheios. Deste modo, eu sigo o que eu mesmo acredito, eu vivo do jeito que eu acho mais confortável a mim mesmo, sem sacrificar o bem estar dos outros seres humanos. Eu não estou julgando você, leitor, eu apenas vivo no limiar entre o agradável a mim e aos outros, sem seguir nenhum modelo padrão de “boa educação”. Sem seguir costumes de conduta social que os outros julgam necessário. Eu vivo a meu modo, sem permitir que os outros mudem o meu modo de ser. Sinceramente, é sufocante viver de acordo com as expectativas minuciosas de comportamento da sociedade. É excruciante viver regrado, medindo cada mínima ação realizada por si, e assim medindo a si mesmo toda hora, sem descanso. Eu prefiro viver confortável comigo mesmo, em liberdade comigo, todavia não prejudicando as pessoas aos meus arredores. Eu prefiro valorizar as minhas opiniões às dos outros, pois o que mais importa na vida de alguém é este mesmo alguém.
                A moral é: respeito e gentileza não são sinônimos.
Lembre-se: o mais importante na sua vida é você viver confortável consigo mesmo. Viva as suas verdades e não deixe que os outros o doutrinem. Não se curve perante as verdades dos outros. Questione e critique as suas próprias ações e arque com as consequências quando você achar que forem merecidas. Seja honesto consigo mesmo. Seja honesto com todos.
Respeite a minha opinião, pois eu não desrespeitei a sua.

domingo, 26 de outubro de 2014

Ignorância é uma bênção


Quando se pensa em política, deve-se pensar no comportamento dos seres humanos. Isto é lógico, visto que, embora os políticos sejam criaturas exóticas, ainda são humanos. E, como são humanos, seguem o instinto de buscar o prazer por meio do poder. Faz parte da natureza do ser humano ser egoísta. Todos nós somos egoístas, pois o que nos há de maior valor é, obviamente, nós mesmos. A nossa vida baseia-se no princípio simples de buscar sensações boas, sentimentos benéficos e engrandecedores, para nós mesmos aproveitarmos. Não há sentido em viver quando o indivíduo se sente mal em conviver com o próprio corpo. Quando experimentamos um prazer, sentimo-nos vivos. A nossa vida se baseia em percebermos que estamos vivos.
Todos nós buscamos o poder e qualquer meio é válido para alcançarmos este objetivo. Obviamente, queremos nos preservar a todo custo, o que é instintivo. O poder é a nossa vida e dele surgem os prazeres mais grandiosos. Mesmo o político com o sorriso mais bonito, com a maior eloquência, com o rosto mais limpo, com o cabelo mais bem penteado, mente. A mentira é um preço extremamente pequeno em comparação à fama e fortuna. Aliás, é justamente destes políticos – pessoas – que se esforçam tanto em passar uma boa imagem e que possuem oratória mais desenvolvida que são o maior problema. Se você acha que eles são bons, é porque eles lhe convenceram a pensar isto, e quem convence tem plena consciência de que não é digno ao cargo. Tem plena consciência de que é egoísta. E, o mais perigoso dos fatos: tem pleno conhecimento acerca da natureza humana. Informação é poder. Informação é poder prever e moldar o seu próprio futuro.
Aqui estão as ferramentas de demagogia: estatísticas mentirosas, condução da massa, campanhas milagrosas, discurso eloquente e fluido, etc.
Informação é poder.
O Brasil carece em educação e, ainda por cima, o voto é obrigatório – que democracia estranha, essa. Como o povo não tem acesso à informação, são facilmente persuadidos pelos políticos e votam nestes com esperança, do mesmo modo como uma criança confia nos seus pais e tem esperança de que eles façam o melhor a ela. As campanhas eleitorais são puro marketing: não se vendem produtos, se vendem emoções.
Ah, claro, o povo também é humano e também quer a sua parcela de prazer, pois esta é a essência e o motivo de viver dos humanos. Pois bem, o prazer fornecido é o carnal, o mais primitivo dos prazeres. Cerveja, futebol e sexo. Para qualquer direção que se olhe, há prazeres carnais. Na televisão há sexo, na música há sexo, nas bebidas há sexo, nos outdoors há sexo, no futebol há poder – e, portanto, prazer –, etc.
Para que o Brasil siga o seu bendito lema consagrado “ordem e progresso”, deve haver algumas mudanças básicas no sistema de gerir o país: redução de salários dos políticos, eliminação do voto obrigatório e melhoria na educação. Veja que cada uma destas opções se relaciona a poder e persuasão. E somente o povo pode mudar o cenário. Faz parte da natureza do ser humano abrir mão do seu estado cômodo apenas quando ameaçado de ir a um estado extremamente incômodo.
É muito fácil governar – dominar – um país pelo prazer e ignorância. Pão e circo.
Se você ainda acha que eu estou delirando, pense nisso: cada um dos candidatos atuais à presidência desmente o outro... Isso já não é sinal de que AMBOS estão mentindo?
O problema é o povo, pois o governo continuará ser o governo independente de quem assume o posto da presidência.
Não somos corrompidos pelo poder. Somos todos naturalmente corrompidos. Apenas nos conservamos até que estejamos seguros para praticar a nossa corrupção.
Mais uma vez: informação é poder.