As pessoas vivem uma grande peça de teatro. São
personagens. Nunca se saberá quem alguém realmente é à vista, de modo distante,
apenas pela fachada ou pela primeira impressão. Ou segunda, ou terceira, ou
décima impressão. É necessário um esforço contínuo e sincero para conhecer cada
um por dentro. E, mesmo assim, nunca se conhecerá alguém por completo. Sempre
haverá espaço para surpresas, sempre haverão terras virgens.
Muitas
desavenças ocorrem por conta dos personagens. Mas eles são necessários: o
contato direto com a vizinhança, neste mundo, é demasiado nocivo, é uma
atmosfera altamente corrosiva. A definição de humanidade está embaçada.
Aquele
que mais ri é o mais deprimido.
Aquele
que mais é frio é o que mais sente.
Aquele
que menos se afeta é o que mais tem medo.
Aquele
que menos fala é o que mais pensa, se martiriza.
O
que mais se acha tolo é o verdadeiro sábio.
O
que mais se acha sábio é o verdadeiro tolo.
O
exterior é o contraste do interior.