sábado, 16 de agosto de 2014

A pele que reveste o crânio



As pessoas vivem uma grande peça de teatro. São personagens. Nunca se saberá quem alguém realmente é à vista, de modo distante, apenas pela fachada ou pela primeira impressão. Ou segunda, ou terceira, ou décima impressão. É necessário um esforço contínuo e sincero para conhecer cada um por dentro. E, mesmo assim, nunca se conhecerá alguém por completo. Sempre haverá espaço para surpresas, sempre haverão terras virgens.
                Muitas desavenças ocorrem por conta dos personagens. Mas eles são necessários: o contato direto com a vizinhança, neste mundo, é demasiado nocivo, é uma atmosfera altamente corrosiva. A definição de humanidade está embaçada.
                Aquele que mais ri é o mais deprimido.
                Aquele que mais é frio é o que mais sente.
                Aquele que menos se afeta é o que mais tem medo.
                Aquele que menos fala é o que mais pensa, se martiriza.
                O que mais se acha tolo é o verdadeiro sábio.
                O que mais se acha sábio é o verdadeiro tolo.
                O exterior é o contraste do interior.

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