sábado, 16 de agosto de 2014

A pele que reveste o crânio



As pessoas vivem uma grande peça de teatro. São personagens. Nunca se saberá quem alguém realmente é à vista, de modo distante, apenas pela fachada ou pela primeira impressão. Ou segunda, ou terceira, ou décima impressão. É necessário um esforço contínuo e sincero para conhecer cada um por dentro. E, mesmo assim, nunca se conhecerá alguém por completo. Sempre haverá espaço para surpresas, sempre haverão terras virgens.
                Muitas desavenças ocorrem por conta dos personagens. Mas eles são necessários: o contato direto com a vizinhança, neste mundo, é demasiado nocivo, é uma atmosfera altamente corrosiva. A definição de humanidade está embaçada.
                Aquele que mais ri é o mais deprimido.
                Aquele que mais é frio é o que mais sente.
                Aquele que menos se afeta é o que mais tem medo.
                Aquele que menos fala é o que mais pensa, se martiriza.
                O que mais se acha tolo é o verdadeiro sábio.
                O que mais se acha sábio é o verdadeiro tolo.
                O exterior é o contraste do interior.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Liberdade amarga



Na verdade a vida é uma merda movediça. Parece que você se afunda cada vez mais quando cada vez mais tenta sair de um problema ou atingir um objetivo. Parece que tudo conspira contra. Para sair das situações, é necessário o auxílio dos outros. Você não vive sozinho no mundo. Para ultrapassar os problemas, ou você contorna com muita cautela e evita cair nessa merda movediça novamente, ou você pisa nos outros e passa facilmente.
            Cuidado, lá para frente poderá não ter ninguém para ajudá-lo, dependendo da sua escolha.
            O respeito é essencial, pois cada um é de algum jeito por algum motivo. Devem-se ajudar os achegados o máximo que puder, mas esta pessoa deve se ajudar também. Muitos irão vir inesperadamente e sair inexplicavelmente – a princípio – da sua vida. Você pode tentar recuperá-los usando o bom senso, a educação e a humildade. Não ignore as pessoas a priori, tentar consertar uma situação desconfortável com o coração é o mínimo que se pode fazer. Caso eles ajam de modo ignorante, o que lhe resta é ignorá-los. Ignorância não acrescenta nada.
            Você fez a sua parte, mas o que mais importa é o seu próprio bem estar.
            Desculpe-me, pessoal, é a verdade. A vida não é um conto de fadas, por mais linda que às vezes pareça, com a beleza das suas coincidências e momentos que tocam o surreal. Caso contrário, contos de fadas não levariam este nome.
            Devem-se aceitar as dores para que a evolução ocorra.
             Conceda liberdade aos outros e, principalmente, a si mesmo.
            Terminando com uma frase interessante: inteligente é quem aprende com os próprios erros. Gênio é quem aprende com o erro dos outros.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Correndo atrás da cauda



Não somos seres da paz, a tranquilidade nos incomoda. Vivemos em caos. Como na física, diferenças entre estados – gradientes de grandezas – devem existir para que ocorram mudanças na vida. Somos movidos a mudanças físicas e emocionais. A frustração ocorre quando não exercitamos o nosso potencial, quando ficamos estagnados. Vivemos em movimento.
O sentido que adotamos naturalmente é a busca pelo contentamento pessoal, é gostar de viver consigo mesmo. Satisfação. Evolução pessoal é o meio para a felicidade. Independência e liberdade. Buscamos constantemente conseguir o que desejamos para nós. Sonho impossível e infinito.
Altos e baixos são necessários. Perturbações da paz planejadas, previstas ou imprevistas.
A felicidade de nada vale na ausência da tristeza. A serenidade não tem o mesmo sabor sem a agitação inquieta. Vivemos para resolver os problemas que nós arranjamos.
Damos valor a algo apenas quando escapa de nós.